quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Uma vida na limpeza pública de Curitiba



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Hoje vamos contar a história do Batatinha...

Moacir Pereira de Lara (conhecido por Batatinha) é uma pessoa que orgulha-se de estar vivendo a maior parte da sua vida profissional na limpeza pública da nossa cidade. O gosto ele aprendeu com o pai, o senhor Antônio Pereira de Lara, que dedicou 35 anos para o setor de limpeza. Primeiro como gari quando a coleta ainda era feita por carrocinhas e depois como motorista.
Moacir “Batatinha”, seguiu os passos do pai. Quando chegou em idade de trabalhar, foi ser zelador de banheiro na antiga Lipater (que prestava serviço para a Prefeitura antes da Cavo). A atividade era difícil e as condições precárias. Foi zelador e coletor até que passou em um concurso para auxiliar de serviços gerais no município. “Como funcionário público eu ganhava a metade do que como terceirizado, no início foi um susto”, contou ele. Depois de um tempo passou para Educador Social nas antigas creches. Mas sentia que faltava alguma coisa, não estava realizado na função.
Então apareceu uma oportunidade de voltar para suas origens: uma vaga no Departamento de Limpeza Pública na área de coleta vegetal. Depois de mais de 15 anos voltou como fiscal ao local ao local aonde havia iniciado sua vida profissional: o posto da Rua João Negrão, em que funcionava a Lipater e hoje é a Cavo. “Foi muito emocionante voltar e ver como o local havia crescido e a coleta desenvolvido, mas que a essência do trabalho continuava a mesma”.
Relembrando o passado, Moacir contou que a assistência jurídica do Sindicato foi muito importante para os trabalhadores na época da falência da Lipater, processo que ainda hoje o sindicato defende judicialmente. Muitos anos depois, ele voltou a utilizar os benefícios do Siemaco, como dependente da esposa Valdirene Coimbra que trabalhava em uma empresa terceirizada de asseio e conservação. “Admiro o trabalho do Sindicato porque sempre fomos muito bem atendidos”, disse Batatinha.
Hoje como fiscal da Prefeitura, atuando no controle dos caminhões da Cavo ele se sente em casa com seus colegas garis. “Meu trabalho é um local de paz e sempre me ajudou muito, desde o sustento da minha família, até na fase mais difícil da minha vida quando eu perdi meu único filho”.
Batatinha conta que trabalhar entre amigos, poder conversar e muitas vezes aconselhar os colegas sobre as melhores formas de agir profissionalmente o ajudaram muito. “Tive momentos de pensar em desistir de tudo, mas foi na minha esposa Valdirene e no meu trabalho na limpeza pública que encontrei forças para continuar. Eu tenho muito orgulho de trabalhar com os garis de nossa cidade. Aqui eu sou feliz e não desejo trabalhar em mais nenhum outro lugar.”