sexta-feira, 8 de março de 2013

Prefeitura de Curitiba continua inadimplente com prestadoras de serviços terceirizados

Cinco mil trabalhadores podem ser prejudicados, além da ameaça a saúde financeira das empresas do segmento

Empresários do setor de asseio e conservação que trabalham para o município de Curitiba se reuniram na tarde desta sexta-feira, 08 de março, para debater sobre os problemas causados pela inadimplência da prefeitura. As empresas não receberam as faturas referentes aos serviços prestados de julho a dezembro do ano passado e neste primeiro trimestre tem recebido de forma parcial e fracionada, prejudicando a regularidade do pagamento de salários e benefícios aos funcionários. As empresas afetadas empregam cerca de cinco mil funcionários, cujas famílias somadas podem chegar a algo em torno de 20 mil pessoas em Curitiba e Região Metropolitana.
O Sindicato das Empresas do Asseio e Conservação do Paraná (SEAC-PR) protocolou, no ultimo dia 06, um requerimento solicitando definição para as pendências, que tiveram inicio na gestão Luciano Ducci e vem se arrastando até agora, quase noventa dias do governo Fruet. "Os serviços são fundamentais, pois são executados em áreas como escolas, creches, postos de saúde, hospitais e meio ambiente, inclusive coleta de lixo e prevenção contra dengue e outros vetores de enfermidades com riscos epidêmicos, e continuam sendo cumpridos pelas empresas, porém, a situação está insustentável", afirmou o presidente do SEAC-PR, Adonai Aires de Arruda. "Se não for encontrada a liquidez em caráter de urgência, as empresas não terão mais condições de continuar os serviços", complementou Arruda.
Cláudio Gonçalves de Oliveira, gerente administrativo da SAU - Saneamento Ambiental Urbano, trabalha somente com a prefeitura municipal de Curitiba e tem cerca de duzentos funcionários. "Estamos em uma situação delicada porque atrasamos salário todos os meses. Nossa equipe está apreensiva e nós não temos como continuar nesta situação. Ano passado não recebemos nenhuma fatura do último trimestre e neste ano os pagamentos são fracionados", afirmou Oliveira que só consegue pagar parte dos salários quando a prefeitura repassa recursos.
Everson Schlizinski, da Phattano, atua nos setores de saúde e limpeza ambiental em Curitiba e também enfrenta problemas. "Atendemos postos de saúde e áreas de grande circulação. Há riscos de não conseguirmos manter o serviço funcionando. Dependemos de um planejamento da prefeitura", justificou.
Apreensivos com a possibilidade de desemprego em massa, a Federação dos Empregados das Empresas de Asseio e Conservação do Paraná, e seus sindicatos, requereram uma mesa redonda com membros do Ministério do Trabalho e Ministério Público do Trabalho para obterem, de forma clara por parte do Governo Municipal, as datas de pagamento das faturas em atraso e a normalização destes pagamentos.

Fonte: Assessoria SEAC


Foto: O caso dos trabalhadores da SAU já foi tema de audiência no Ministério Público do Trabalho - Procuradoria Regional do Trabalho no último dia 15. Na foto representantes do Sindicato laboral - Siemaco, Prefeitura e direção da SAU